sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

A terceira casa é sempre a mais segura

meia noite. vinte e sete minutos. 23 dias. segundo mês.



Porto. Cidade Invicta. Segunda casa.
Conta o dia pelos dedos. as horas e os minutos numa voz irritante
que nunca te abandona.

Chegámos a ser irritantes, estes pensamentos que nos controlam.
Leve desconforto
no organismo.

A soturnidade da estação
que todos os dias
sente o meu perfume.
Frieza.


Sinto-me sem porto. sem amarras.
sem vida e sem objectivos.
vivo.
vazio.

Estranho.
cada passo, cada suspiro,
cada sussurro.
engano o vento com o olhar,
leva a mensagem,
só quero chegar.
E quando sentir os teus braços,
o teu calor,
a tua luz,
cor,vida,pureza...
Aí, ninguém verá
o animal suspirar.


tenho saudades do que sou contigo.
tenho saudades de proteger-te
e escapar-me
para os teus braços
quando o Mundo caí.


Como sinto a tua falta.
como sinto o frio rasgar.
3 passos
em tábua longínqua,

shiuuuuuuuuu....
Se for para morrer,
que seja no terceiro e último .

No calor do teu leito,
que nunca me viu
chorar.

amor. orgulho. vida. Mundo. Universo.


... shiu.

Tu para mim és tudo, preenches o pouco que tenho.


Sem comentários: