segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

caiu e partiu. o vaso partiu.

somos todos assim, uma espécie de junção de mil e uma coisas, umas defeituosas, outras tão perfeitas.
esta sou eu. esta és tu. somos.
há sempre uma falha na hora da volta. são os dias menos espessos, menos escorregadios, menos nossos. deixamos para trás, pela milésima vez, uma outra vida.
aquela vida. a quase perfeita.
e assim, mudamos todos de vidas. quando há uma volta, uma chegada e uma partida.
deixam-nos a parte em que nos acariciam a alma, o sorriso sincero, o calor de um abraço, as simples idas e voltas à nossa presença.
alteram-nos a rotina.
o aconchegar do coração.
e quando há a volta, mais uma partida, ficamos assim. sem pés a segurar a Terra. com o aperto na garganta. com as lágrimas, em jeito de mordida de lábio, no adeus.
assim.
um dia vou saber partir sem quebrar um todo.

Foto por: Bruno Abreu

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

gosto de ti mas não gosto

Dá-me um abraço só porque sim. Dá-me um beijo só porque sim.
Gosto de ti mas não gosto. Gosto quando me abraças e sinto que gostas do mesmo assim. Gosto do cheiro do teu coração em dias de chuva intensa, de mel escorregadio, das paisagens vazias.
é proibido deixar o tempo voar sem que tenhamos cinco minutos de pleno voo só nosso. Passo pela tua casa. Não teras de andar muito. Só pelo cheiro do fim de tarde. Só porque sim.
Que achas? é proibido amar assim?


'gosto de ti mas só quando me dás bolachas. eu amo-te mas não gosto de ti sempre. só quando me dás bolachas'