Brincamos com as pedras
de uma calçada
tão torta quanto o nosso coração.
Rasgamos ventrículos
que jamais voltam ao estado primitivo,
deixamos marcas,
vestígios de feridas já curadas
por muitos segundos, momentos,
eternidades de pensamentos.
Este é o caminho
que percorremos.
Chegamos ao cruzamento final,
há quem diga adeus...
uma espécie de sinal,
uma simples lágrima e parta.
Apertamos mãos,
subtil sinal de finalização.
Grita o que o teu corpo
um dia nunca disse,
dá a conhecer as tuas ideias, os teus medos,
a tua vida depois da minha.
Shiuuu...
o Mundo já dorme
e eu ainda tinha um pensamento,
um sonho,
um conjunto de ideias mais ou menos disparatadas
que apresentam-se quando deixo este Mundo,
e o cor-de-rosa dentro de mim evidencia superioridade...
A idade não conta quando os sonhos de criança
nascem, crescem e nunca morrem
dentro do que sempre fui.
Hoje ouvi uma história,
tão certa,
tão perfeita...
Hoje,
alguém disse que não há caminhos certos,
há caminhos do coração
e esses, são os que valem a pena,
quando a alma não ocupa muito espaço.
[ um sonho de criança . . .um dia, hei-de te encontrar. ]



