sexta-feira, 23 de maio de 2008

dreaming a little dream

Brincamos com as pedras

de uma calçada

tão torta quanto o nosso coração.

Rasgamos ventrículos

que jamais voltam ao estado primitivo,

deixamos marcas,

vestígios de feridas já curadas

por muitos segundos, momentos,

eternidades de pensamentos.


Este é o caminho

que percorremos.

Chegamos ao cruzamento final,

há quem diga adeus...

uma espécie de sinal,

uma simples lágrima e parta.


Apertamos mãos,

subtil sinal de finalização.


Grita o que o teu corpo

um dia nunca disse,

dá a conhecer as tuas ideias, os teus medos,

a tua vida depois da minha.


Shiuuu...

o Mundo já dorme

e eu ainda tinha um pensamento,

um sonho,

um conjunto de ideias mais ou menos disparatadas

que apresentam-se quando deixo este Mundo,

e o cor-de-rosa dentro de mim evidencia superioridade...

A idade não conta quando os sonhos de criança

nascem, crescem e nunca morrem

dentro do que sempre fui.


Hoje ouvi uma história,

tão certa,

tão perfeita...


Hoje,

alguém disse que não há caminhos certos,

há caminhos do coração

e esses, são os que valem a pena,

quando a alma não ocupa muito espaço.



[ um sonho de criança . . .um dia, hei-de te encontrar. ]



Life, Oh life..


Há passos
tão certos quanto o azul do céu,
passos.
Vidas,
caminhos tão longos quanto distantes
indefesos.


Não sabemos o que será.
O sabor do futuro,
a dor do passado,
o calor do presente...

Temos medo

das lágrimas já secas

e saudades dos sorrisos

parvos.


Chamamos a isto, vida.

Uma vida.


O ir e voltar,

o medo de errar,

a alegria de um passo,

a arritmia dos momentos...

o sabor do vento

e o calor das estrelas.


uma vida.