segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

caiu e partiu. o vaso partiu.

somos todos assim, uma espécie de junção de mil e uma coisas, umas defeituosas, outras tão perfeitas.
esta sou eu. esta és tu. somos.
há sempre uma falha na hora da volta. são os dias menos espessos, menos escorregadios, menos nossos. deixamos para trás, pela milésima vez, uma outra vida.
aquela vida. a quase perfeita.
e assim, mudamos todos de vidas. quando há uma volta, uma chegada e uma partida.
deixam-nos a parte em que nos acariciam a alma, o sorriso sincero, o calor de um abraço, as simples idas e voltas à nossa presença.
alteram-nos a rotina.
o aconchegar do coração.
e quando há a volta, mais uma partida, ficamos assim. sem pés a segurar a Terra. com o aperto na garganta. com as lágrimas, em jeito de mordida de lábio, no adeus.
assim.
um dia vou saber partir sem quebrar um todo.

Foto por: Bruno Abreu

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