quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

O brilho do saxofone, um feixe de luz.

Subi e desci
vezes sem conta,
o caminho da felicidade.

Ao fundo do túnel,
uma sombra
de vela vermelha recheada de perfume
evoca a tua silhueta de menina perfeita.

A música enche-nos a alma
e o coração destroçado
que momentos únicos que não podemos viver.

Há um saxofone ao fundo do túnel.
Toca suavemente
enquanto passo a mão pela tua cara
de menina bem comportada,
de menina meiga e simpática que tem medo de amar.

Deixas que te diga
palavras sussurradas
ao ouvido.

Não há força nos nossos corpos.
Somos só ossos empenhados
em sobreviver ao amor
que nunca imaginavamos podeer existir.

A bailarina
rodopia
à nossa volta
e o suave timbre da tua voz
canta no meu pescoço
o que sentes.

Encostamos os lábios.
Entranhas a tua mão no meu cabelo
e inclinas a minha cabeça ligeiramente
para a direita.

O resto,
o resto não tem definição possível.
Há borboletas
e arrepios.
Há a tua pele fundida na minha.
Há...
paixão.

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