quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Acorda-me.

Primeiro sentei-me.
Lutei contra o sono
e fiz planos para a tarde.

Os olhos estão pesados,
as pálpebras
semi-cerradas
combatem a vida.

Enrosco-me
e deixo-me
levar pelos sonhos.

Chego a ter medo
de não acordar.

E se não acordar?
Sentirei falta do frio matinal?
Das 12 horas de sono?
Das gargalhadas temporárias?

Se não acordar...

Quando chegares a casa,
será que notas
a minha falta de oxigénio?

Será que serás digno
de mostrar ao Mundo que afinal gostavas de mim?

Se não acordar
quando chegares a casa,
lembra-te que cada dia que passa
e ignoras as minhas lágrimas,
será apenas mais um motivo .

Como podemos ser tão diferentes?

Cumpre a tua missão.
Ao menos, acorda-me.

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